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A quest por um novo MMORPG, parte 1: TERA

novembro 2, 2013

Olá amigos, depois de um longo inverno, cá estou novamente – e com alguns reviews. Depois de desistir de League of Legends devido ao comportamento infame, irritante e medíocre da comunidade brasileira, resolvi procurar alguma coisa nova para jogar que se adequasse ao meu iCore i3 de 3.06 GhZ, com uma apenas razoável placa ATI Radeon 6570 HD de 256MB, com 64 bits (isso significa lentidão). Obviamente, meu computador rodaria algo como Planetside 2 ou qualquer Call of Duty/Battlefield de maneira tão porca que seria até uma ofensa instalar um jogo desses. Desculpe, mas jogar algo do tipo em 1280×1024 traz uma sensação de impotência que não dá para descrever.

Logo, eu precisava de algo free-to-play e que rodasse na minha máquina com uma resolução aceitável e com um FPS honesto. Após o súbito e brutal falecimento do canhão óptico de meu PS3 e a ainda mais súbita e brutal descoberta de que um PS4 custaria R$ 4.000,00 aqui no Brasil, decidi que aguardaria um pouco mais para comprar um console de nova geração e faria isso sem torrar minhas economias. Você, pelo título, já deve ter imaginado onde eu fui parar: nos mmorpgs “f2p p2w” – os famigerados free-to-play, pay to win. O primeiro game a ser analisado é TERA, RPG coreano baseado em um sistema de pagamento mensal que se tornou free há não muito tempo.

TERA (Bluehole Studios)

Certa vez, na casa do co-escritor desse blog, Junião, estava navegando pelo YouTube e vendo alguns gameplays de jogos. Eis que surgiu um vídeo de TERA. Até o próprio Junião, que é um dos caras menos impressionáveis que eu conheço, viu os gráficos do jogo e ficou, digamos que…boquiaberto. Do jeito dele, óbvio: “nossa, legal.” É, foi isso. Coube a mim ver se havia alguma substância no MMORPG ou se ele era apenas bonitinho, porém ordinário.

Por partes – obviamente meu PC não rodou TERA nas resoluções máximas, mas por se tratar de um jogo graficamente tão pesado, fiquei feliz em ver que ele é optimizado para máquinas não tão potentes. Isso significa que se você desativar todas as frescuras, vai ter um FPS de 40 para mais na resolução máxima. Eu queria, claro, ver o quão bonito era TERA e por isso baixei a resolução, ligando todas as frescuras. Basicamente: é o jogo mais belo que já vi. Trata-se de uma obra de arte, onde todos os efeitos, sombras e texturas combinam tão perfeitamente entre si que às vezes eu entrava no game apenas para admirá-lo. Infelizmente, o FPS cai bruscamente nas Dungeons, portanto é necessário ter uma placa de vídeo feroz e ao menos um iCore i5 com mais de 8 GB de RAM para conseguir acessar os recursos gráficos mais avançados.

Em termos de jogabilidade e combate, é um jogo diferente. Trata-se de um action RPG real – você tem que mirar todas as habilidades e sim, se você errar, vai acertar o vácuo. Muitos adoram e eu também gostei muito. Meu arqueiro exige uma certa destreza para ser jogado e sempre tenho que me esquivar dos mobs para não tomar dano. Jogar com um personagem de combate corpo-a-corpo também requer habilidade para atingir os golpes e se esquivar ou então bloquear (com escudo ou com a própria arma) no momento adequado. Por outro lado, TERA é um grind eterno de quests e digamos que elas são muito pouco criativas, para não dizer medíocres. Você passa o jogo todo basicamente matando monstros de todos os tipos. Mate 10 de tal tipo e complete uma quest, e por aí vai. Depois de algumas horas, isso se torna incrivelmente maçante e prejudica a imersão. Eu me peguei saindo do diálogo e clicando em “accept/next” desesperadamente depois de deixar a primeira cidade.

Levando em conta que as quests que contém a história do jogo são todas assim, fica difícil. Na verdade, os diálogos são tão bobinhos e a história do jogo tão mal contada que ele vale a pena mesmo pelo combate. O PVP é bem interessante e envolve grupos de 20 contra 20 – por incrível que pareça, não tem tanto lag. Também tem batalhas de guilda contra guilda muito legais. No quesito PVE, é mais fácil fazer tudo sozinho em termos de quests, excetuando-se poucos casos onde alguns dos monstros maiores (chamados de BAMs – boss area monsters) trazem dificuldades. TERA também tem um sistema de dungeon onde você e mais quatro pessoas entram em uma área separada do mundo normal para completar alguns objetivos e matar o boss. É bem interessante, principalmente considerando a variedade de classes e combinações que elas trazem. Ao chegar nas dungeons finais, o número aumenta para até 20 pessoas, divididas em grupos de cinco.

tera

Outros pontos negativos, não tão gritantes, porém incômodos: muitos itens utilizados pelo seu personagem são skins de outros e isso cria uma sensação de não evolução. Vou explicar melhor. É muito chato ver seu personagem no lvl 30 ser extremamente parecido com outro que está no lvl 8, mas é isso que ocorre. As skins dos monstros também são reutilizadas em áreas diferentes. Falando do cash shop, digamos que encantar um item até o último nível sem fritar o cérebro só é possível após gastar alguns dólares. Enfim, TERA é um jogo MUITO bom se você tiver paciência para chegar ao level 60. O endgame é rico, cheio de opções PVP/PVE e isso é uma das coisas mais importantes para o MMORPG que se preze.

Porém, ter paciência para chegar ao nível máximo, considerando a demora do processo (até porque TERA é um jogo open-world e o deslocamento de um lugar para outro demora um certo tempo) e a repetitividade das quests, não é uma tarefa para todos.

NOTA: 7

Prós:
– Gráficos estonteantes
– Combate divertido e baseado na habilidade do jogador
– Endgame rico

Contras:
– Repetitivo
– História péssima
– Jogo invariavelmente leva o usuário a utilizar o cash shop

2 Comentários leave one →
  1. novembro 7, 2013 23:41

    Então, me parece interessante e tudo… mas MMORPG é uma coisa que eu não ando recomendando para ninguém, então…

  2. novembro 7, 2013 23:51

    Dificil ter variedade de roupa quando 90% das roupas femininas são bikinis =P

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