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Games que definiram um gênero e seus melhores clones – parte 1

julho 26, 2013

Todo gênero tem seus games pioneiros, não necessariamente bons, mas que trouxeram novas idéias. A partir dessas idéias, surgem outras coisa, talvez até mais revolucionárias, ou então jogos que simplesmente copiam tudo que há de melhor em algum outro para aproveitar a onda e ganhar uma grana. Entre todos esses objetos de entretenimento, existe algo definitivo. Algo que está em um pedestal eterno. O chamado parâmetro.

Ele faz você jogar outras coisas, apenas porque elas são similares ou “sucessoras espirituais”. Ao longo do tempo, pretendo trazer alguns desses games e seus melhores clones até o momento. O gênero dessa semana é o Action RPG/Hack’n’Slash para PC. Parece super específico e embora o nome dado aqui seja restritivo, existem mais jogos nessa categoria do que eu possa citar ou até imaginar. Enfim, vamos ao que interessa.

O game revolucionário – Diablo (Blizzard, PC – 1996)

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Lançado no dia 31 de dezembro de 1996, Diablo virou febre. Eram apenas três classes: Warrior (guerreiro), Rogue (arqueira) e Sorcerer (mago). O jogador ganhava itens e experiência com o passar do tempo e às vezes era agraciado com itens únicos que ajudavam bastante o seu personagem, mas sempre com um atributo negativo. Em suma, o objetivo era matar justamente Diablo, também conhecido como capeta, demo, lúcifer, satã, diabo, belzebu, demônio e qualquer outro sinônimo que você possa imaginar. As habilidades eram adquiridas por meio de livros/tomos e a mecânica era simples: bastava utilizar o mouse e poucas teclas do seu keyboard para usar habilidades, andar pelo cenário e matar os inimigos.

A perspectiva isométrica, com a visão de cima e na diagonal, também revolucionou. Um outro conceito antológico também: o de identificar itens e utilizar um pergaminho para voltar à cidade (Scroll of Town Portal). Após Diablo, o gênero cresceu em popularidade, vários clones porcos saíram e a própria série ganhou inúmeras continuações: Hellfire (o obscuro expansion pack lançado em 1997), Diablo II e Lord of Destruction (os melhores da série, lançados em 2000 e 2001, mas que não existiriam sem o precursor) e Diablo III, sucesso absoluto de vendas e o game mais decepcionante de 2012.

Os melhores clones

Titan Quest (Iron Lore Entertainment, 2006)

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Como nem toda cópia é necessariamente barata e ruim, temos alguns jogos muito bons no gênero Hack’n’Slash. Titan Quest, lançado em 2006, foi um game cheio de problemas, todos corrigidos com a expansão Immortal Throne, de 2007. A principal crítica feita ao jogo na época: ser muito parecido com Diablo II. O ponto forte era o universo, que se passava em ambientes como a Grécia Antiga e Egito. Também tinha um editor próprio para os jogadores criarem seus próprios mapas. Graficamente mais bonito que os antecessores da Blizzard e com vários elementos do gênero.

Torchlight (Runic Games, 2009)

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Torchlight
, lançado em 2009, é considerado por muitos o sucessor espiritual de Diablo II. Matt Uelmen, responsável pela trilha sonora de Diablo, Diablo II e Lord of Destruction, além de vários outros lead designers do próprio Diablo, deixaram a Blizzard (fabricante de Diablo) após Lord of Destruction e embarcaram em vários projetos, até chegarem a Torchlight. A mecânica é idêntica a de Diablo II, só que com três classes de personagem: Destroyer (uma espécie de Warrior), Alchemist (mago) e Vanquiser (uma amazona moderna). O jogo também têm um editor de mapas e ao “zerar”, você é contemplado com a Endless Dungeon. É o que o nome diz: uma dungeon sem fim. A única parte ruim é a falta de multiplayer, corrigida com o lançamento de Torchlight II (2012). Muito maior, melhor e divertido que o antecessor, é uma excelente pedida para quem está cansado de matar o capeta e quer algo mais bem humorado para jogar.

Path of Exile (Grinding Gear Games, 2013)

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Path of Exile (2013),
 em fase final de produção mas já lançado como open beta,  é o ultimate clone de Diablo I. Os cenários são tão nebulosos quanto e a ambientação é sombria. Porém, o game é bem mais hardcore. Traz três níveis de dificuldade, onde o último é insanamente difícil e os monstros te matam em 1 hit. PoE na realidade é uma miscelânea de idéias já utilizadas em outros jogos. O mérito da GGG é que a mistura ficou brilhante. O estilo Hack’n’Slash de Diablo, com gráficos que rivalizam até jogos atuais e uma mecânica de itens muito boa: as magias e skills estão dentro de gemas, que são colocadas nos sockets dos itens. Dependendo das combinações de gemas, você pode criar uma skill totalmente diferente. A árvore de habilidades é igual a do Final Fantasy 10: um grid gigantesco de nódulos. Complexo, hardcore e com um grau de replay enorme. Para mim, o melhor dos clones. O game será lançado no último trimestre deste ano. Detalhe: a Grinding Gear Games é um estúdio independente e a produção de PoE é financiada em sua gigantesca maioria pelos próprios jogadores, através de microtransações que são puramente estéticas, à exceção de espaços maiores para inventário. Os “financiadores” mais fiéis podem inclusive criar itens únicos que são colocados no jogo, gradativamente após passar por um processo de avaliação e balanceamento.

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2 Comentários leave one →
  1. julho 29, 2013 12:31

    Cara, eu passei tanto tempo jogando Diabo 1, 2 e todas as expansões que quando chegou no Diablo 3 eu meio que enchi o saco sabe? Joguei só para zerar no normal. Não que eu esteja cuspindo no prato que comi mas…. me falta vontade para jogar um jogo desses hoje em dia…

  2. julho 29, 2013 14:40

    É mais ou menos por causa disso que eu postei também – tem muitos clones, o gênero recicla alguns conceitos mas a mecânica é sempre a mesma e com isso fica muito difícil você ficar preso a algo do tipo por tanto tempo. Mas por outro lado, a molecada de 15-16 anos frita nesse tipo de jogo e sei que tem muitos adolescentes que jogam Diablo III.

    Nós velhotes já estamos em outra parada…

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